Augusto Vasconcelos recebe associação e propõe ações para inclusão de pessoas com epilepsia

Representantes da Associação Baiana de Pessoas com Epilepsia, Familiares e Amigos (ABPEFA) se reuniram, nesta quarta-feira (23), com o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos, para discutir estratégias de inclusão social e profissional para pessoas com epilepsia. O encontro abordou ações de qualificação, inserção no mercado de trabalho e práticas esportivas promovidas pela pasta.

A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 2% da população brasileira. Em Salvador, estima-se que mais de 50 mil pessoas convivem com a doença. Na Bahia, esse número ultrapassa 287 mil, segundo dados da Sociedade de Neurologia do estado.

“Estamos tratando de qualificação profissional e inclusão por meio do esporte. É fundamental romper estigmas e construir políticas públicas que não sejam capacitistas, mas pautadas nos direitos humanos e na equidade. Muitas ideias importantes estão surgindo neste diálogo”, destacou o secretário Augusto Vasconcelos.

Para a presidente da ABPEFA, Alessandra Conceição do Nascimento, a pauta é urgente. “A discussão passa pelo mercado de trabalho, pela exclusão e, claro, pela necessidade de construir políticas públicas com a participação da sociedade civil. Não viemos apenas dialogar e explicar a condição da pessoa com epilepsia. O acolhimento da secretaria é essencial para construirmos dias melhores para quem convive com a condição. Isso também ajuda a reduzir o sofrimento das famílias e das redes de apoio. Estamos esperançosos com essa visita”, afirmou.

Projetos e propostas
A epilepsia exige o uso contínuo de medicamentos, mas não torna as pessoas incapazes de atuar profissional ou socialmente. Por isso, uma das propostas da ABPEFA é a inclusão de pessoas com epilepsia em programas de qualificação, como o Qualifica Bahia, por meio de editais específicos. A maioria dos associados da entidade é composta por pessoas de baixa renda que buscam inserção ou reinserção no mercado formal ou o fortalecimento de atividades empreendedoras.

A associação também pleiteia apoio institucional ao Seminário “Bahia: Convivendo com a Epilepsia – 2025”, previsto para agosto deste ano, que discutirá os direitos previdenciários e assistenciais das pessoas com epilepsia.

Outro eixo importante da pauta é a inclusão por meio do esporte. A prática regular de atividades físicas é recomendada por médicos e especialistas como forma de promover mais qualidade de vida às pessoas com epilepsia. A proposta é que as ações da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB) também contemplem essa população.