“Precisamos, sim, do apoio dos governos federal e estadual, mas a Prefeitura tem que fazer a sua parte”, afirma Augusto Vasconcelos sobre o transporte público municipal

5 DE FEVEREIRO DE 2024

O vereador e ouvidor-geral da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Augusto Vasconcelos (PCdoB), afirmou em entrevista ao Bahia.Ba na última quarta-feira (31) que reconhece a importância do apoio das esferas do poder público para resolver os desafios do transporte público. No entanto, ressaltou que a prefeitura não deve se eximir de seu papel nesse contexto.

“O que vimos nos últimos anos foi aumento da tarifa, extinção de linhas, ônibus lotados, aumento do tempo de espera no ponto e até uma das concessionárias faliu (a extinta CSN), deixando milhares de trabalhadores desempregados. Precisamos, sim, do apoio dos governos federal e estadual para enfrentar os problemas no transporte, mas a Prefeitura tem que fazer a sua parte”, disse Vasconcelos.

A alegação do vereador foi uma resposta às recentes declarações do prefeito Bruno Reis (União Brasil). O gestor municipal rebateu as críticas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o sistema de ônibus coletivos da capital.

“Ano passado o prefeito [Bruno Reis] aprovou (um subsídio de) mais de 300 milhões para empresários de ônibus, e quando propusemos que estudantes de escolas públicas tivessem acesso ao passe livre, a Prefeitura não acatou a emenda que apresentei na Câmara”, recordou ele.

Anteriormente, Augusto já argumentara que o transporte público deve ser considerado um direito dos cidadãos, não apenas um serviço a ser prestado à população. Em uma sessão realizada em novembro do ano passado, ele apresentou uma emenda para garantir a gratuidade no transporte público de Salvador para estudantes da rede pública e pessoas de baixa renda. Apesar do apoio da bancada de oposição, a matéria não foi aprovada.

Como ouvidor-geral da Câmara, Vasconcelos encaminhou ofícios à gestão municipal, questionando a extinção de várias linhas de ônibus em Salvador.

“Precisamos assegurar que todas as pessoas tenham a condição de acessar os ônibus de nossa cidade. O que temos visto nos últimos anos é que nosso sistema está entrando em colapso e, em parte, a responsabilidade também é da Prefeitura”, complementou.