Notícias

29 maio, 2022

Augusto Vasconcelos organiza Sessão em homenagem aos 45 anos de iniciação religiosa do Babalorixá Roberto de Ologunedé

Na tarde desta quinta-feira (26/05), o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB) presidiu a Sessão Especial em homenagem aos 45 anos de iniciação religiosa do Babalorixá Roberto de Ologunedé, consolidando um momento simbólico e de celebração da vida religiosa duradoura, em favor de diversas outras vidas.

O evento que homenageou o Babalorixá, foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS), reafirmando o reconhecimento a pluralidade e a história que desta casa legislativa que carrega a diversidade de todo um povo, mas também, o processo brutal de desumanização. Para Augusto a Sessão representa uma reparação que ratifica o combate à intolerância religiosa.

“É sem dúvidas um ato de reparação histórica, esse prédio histórico que nós estamos, onde fica a Câmara Municipal de Salvador, já foi uma prisão e já abrigou também pessoas escravizadas que se rebelaram contra o processo autoritário da escravização colonial no Brasil. Fazer um ato como esse, reverenciando as pessoas de religião de matriz africana tão estigmatizadas, tão atacadas por pessoas que partem do pressuposto de que há uma religião melhor do que a outra e a gente aqui faz um ato de celebração a tolerância, ao respeito e pela garantia de que esses valores culturais que fazem parte da nossa ancestralidade, da nossa história e da nossa tradição ocupem a casa legislativa para falar em alto e bom som que queremos respeito a todas as formas de manifestação cultural, e a todas as religiões”, discursou o parlamentar.

A Sessão destacou as muitas vidas tocadas e acolhidas pelo Babalorixá Roberto de Ologunedé, nascido em 30 de agosto de 1960, em Feira de Santana (BA), e, conhecido carinhosamente como o pai Robertinho de Ologunedé. Em mais um momento emocionante, todos os presentes reverenciaram a atuação incessante de Roberto na busca pelo fortalecimento da religião de matriz africana, edificando grandes famílias.

“ Quarenta e cinco anos de axé, de amor, dedicação, compreensão, prazer, respeito, lealdade e sinceridade para com todos. É uma vida um pouco árdua, mas não é impossível porque viver dentro do Axé é amor e quando a gente ama, a gente vai atrás”, disse o Babalorixá.

FALE COMIGO
Mande sua ideia e ajude a contruir uma cidade mais justa.
Faça parte dos nossos grupos: