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17 novembro, 2021

Augusto Vasconcelos denuncia que comerciários estão há 4 anos sem Convenção Coletiva

Na tarde dessa terça-feira (16/11), o vereador Augustos Vasconcelos (PCdoB) relatou, durante Sessão Ordinária na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a situação atual dos comerciários e das comerciárias que estão há quatro anos sem reajuste salarial, após a reforma trabalhista. Ele destacou o impacto negativo que a reforma trabalhista trouxe para a categoria. “Uma reforma que alterou 117 dispositivos da CLT penalizou direitos individuais dos trabalhadores, atacou os sindicatos, tentou fechar a justiça do trabalho e colocou em xeque toda uma legislação de proteção social”, detalhou ele que também é Presidente da Comissão do Trabalho, Emprego e Renda.
Na última sexta-feira (05/11), Augusto Vasconcelos (PCdoB) presidiu uma Sessão Especial sobre a Importância do Comércio e dos Comerciários de Salvador. A pauta tem sido abordada arduamente pelo vereador que defende que os direitos da classe trabalhadora não podem ser negociados. “A ausência de uma proteção social em decorrência da reforma trabalhista tem prejudicado demais a categoria. Até a negociação do trabalho aos domingos e aos feriados não tem acordo, de modo que vários direitos encontram-se ameaçados. A reforma trabalhista acabou com o princípio da ultratividade que permitia a prorrogação dos direitos contidos nos acordos e convenções coletivas até que um novo acordo fosse assinado. Agora os patrões têm toda força na negociação, basta eles criarem dificuldades para renovação de direitos que aquela categoria pode ter a possibilidade de perder muitas das suas conquistas”, disse ele.
Augusto aproveitou o momento da sua fala também para convocar a todas as pessoas para a passeata que acontecerá no próximo sábado (20/11), em homenagem ao Dia da Consciência Negra. O objetivo do manifesto, que ocorrerá em todo o país, é combater o racismo estrutural, as desigualdades e evidenciar as lutas em defesa da classe trabalhadora. “Nesta semana a gente reivindica mais instrumentos de proteção, o combate ao racismo estrutural e a defesa de que a sociedade possa ser mais justa, porquê é inaceitável que, durante a pandemia, o número de bilionários tenha aumentado na mesma proporção que o número de famintos”, disse.

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