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12 julho, 2022

Augusto Vasconcelos defende a criação de um sistema nacional de saúde do trabalhador

O vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), também na condição de presidente da Comissão do Trabalho, Emprego e Renda na Câmara Municipal de Salvador (CMS), assinou um manifesto elaborado por diversos especialistas que contém propostas para a concretização do Sistema Nacional de Saúde do Trabalhador (SINAST).

O documento tem como objetivo promover o debate sobre como construir uma política efetiva que proteja a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, com uma proposta condizente com a centralidade do trabalho na vida de todas as pessoas, com forte determinação da inserção social, geracional, étnico-racial, religiosa e de gênero. Leva-se também em consideração que, em 18 anos (de 2002 a 2020), 49.350 brasileiros morreram trabalhando no setor formal, mesmo com índices alarmantes, esses dados são invisíveis para sociedade. Em defesa dos trabalhadores, Augusto destacou total apoio à criação do sistema.

“A ganância pelo lucro a qualquer custo não pode ser maior que a vida das pessoas. A classe trabalhadora precisa ser tratada com dignidade. Nos últimos anos com a reforma trabalhista, o desmonte da previdência e a lei da terceirização, a precarização das relações de trabalho se intensificou, ocasionando o aumento também das subnotificações de acidentes. É necessário que o país trate o assunto com seriedade, é inadmissível que estejamos vivendo uma onda de adoecimento físico e mental. Nenhum trabalhador merece sair de sua casa e voltar doente para encontrar a sua família”, disse ele.

O manifesto foi elaborado em conjunto com vários especialistas e o Instituto Walter Leser, uma Fundação Escola de Sociologia e Política, apresentando, inclusive, propostas para o próximo presidente da república, visando de fato ajudar a próxima gestão a elaborar políticas públicas mais eficazes relacionadas à saúde do trabalhador. Vale destacar que o Brasil é um dos países que lideram o ranking internacional de acidentes, e, em muitos casos os profissionais vão a óbito em seu local de trabalho, ou em decorrência de patologias desencadeadas pelas tarefas.

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