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27 agosto, 2021

Augusto Vasconcelos cobra acessibilidade em Salvador

Durante Sessão Especial sobre Políticas Públicas de Acessibilidade em Salvador, realizada pela Câmara Municipal e presidida pelo vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), falou-se sobre a importância do cumprimento da atual legislação relacionada à acessibilidade e inclusão no município de Salvador.

“Salvador é uma cidade que tem condições topográficas muito difíceis, sobretudo para quem é cadeirante, idoso ou tem alguma dificuldade de locomoção, mas nada disso deve servir de desculpa para que deixemos de cumprir o que está previsto na lei”, considerou o vereador Augusto Vasconcelos.

Na oportunidade, engenheiros, advogados, pessoas que atuam na área da acessibilidade e também várias organizações, dentre as quais a ABADEF – Associação Baiana de Deficientes Físicos, elencou um conjunto de ideias para melhorar a acessibilidade da cidade. Eles pontuaram sobre as passarelas da cidade que, muitas vezes, não tem acessibilidade e falaram sobre os elevadores dessas passarelas que, teoricamente, garantiriam o acesso dos cadeirantes e tiveram todos os equipamentos furtados e danificados.

“A gente pede muito a compreensão da população para que possamos preservar esses equipamentos públicos. Vamos continuar cobrando o que precisa ser feito como a instalação de pisos táteis, acesso a libras, a possibilidade de leitura em braile nos prédios públicos e também nos prédios privados para que haja autonomia e assegure uma cidade mais acolhedora” disse Augusto.

A presidente da ABADEF , Silvanete Brandão, listou as dificuldades enfrentadas pela população que possui algum tipo de deficiência física e ressaltou a importância da mudança imediata de perspectiva dos governantes para a construção de um país mais justo e digno.

”Não estamos falando só de cadeira de rodas, a gente não está falando só de rampas, estamos falando de pessoas que possam utilizar aquele espaço, para que possam se locomover com liberdade. A acessibilidade engloba tudo, faz parte do processo em que a pessoa possa se sentir incluída naquele momento. Ela não precisa passar por nenhum constrangimento, ela não precisa passar por nenhum tipo de apelo, tem que ser feito de forma natural para que possamos trabalhar, estudar, ter momentos de lazer com dignidade e respeito”, defendeu ela.

A mesa do diálogo foi composta pela presidente da ABADEF, Silvanete Brandao, pela Membro Titular do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado da Bahia, Claudia Ferraz, pelo Diretor da Escola Superior da Defensoria Pública da Bahia- ESDEP, Clériston Cavalcante de Macedo (DPE), pelo Coordenador da Agenda Bahia do Trabalho Decente, Hildasio Pitanga, pelo Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Defesa dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência – GEIDEF, Fernando Mário Lins Soares, pelo Superintendente Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Bahia, Alexandre Baroni, pela Coordenadora Regional da Coordigualdade – Procuradoria Regional do Trabalho da 5 Região, Jaqueline Coutinho Silva, pelo representante da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Mário César Da Silva Lima, pelo Engenheiro Agrônomo e de Segurança do Trabalho, João Bosco Cavalcanti Ramalho (CREA), pela conselheira do CREA-BA, vice-presidente da ABENC-BA, diretora do SENGE-BA, Rute Carvalhal Borges (CREA), pelo Diretor da Unidade de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência – UPCD , Wagner Andrade de Souza e pela Assistente Social da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos do estado da Bahia – APADA, Barbara Cidneia.

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